quadro-porta-meias-perdidas-cq-11-3Hoje me peguei naquele velho necessário ritual: “a caça das meias perdidas”! Quem nunca? rs

Confesso que quinzenalmente invisto alguns minutos nessa tarefa – nada agradável – por sinal, mas necessária! Ainda mais quando você tem 2 filhas, e elas, quase que diariamente recitam o mesmo verso:

– Manhê cadê aquela meia preta de bolinhas rosas? E aquela branca com borboletas azuis? E vamos a caça! Nem sempre encontramos, mas persistimos na saga matinal!

Não sei o que acontece, se esse mistério já foi por alguém desvendado, mas como que num passe de mágica, os pares se perdem e sem deixar rastros… Como é que pode?

Seria  falta de organização? Falta de uma gaveta exclusiva para elas? Ou a existência de uma máquina de lavar que engole meias? Isso não veio no manual de instruções…! Na verdade creio que seja um pouco de tudo. Outro dia doei umas roupas e no meio delas, por distração,  foram juntos 2 pés de meias coloridas. Como eu soube? Através de uma mensagem da amiga que fez a intermediação, caso contrário, jamais saberia do paradeiro dessas duas! Outro dia também me lembrei que o Rock, nosso querido cão, que já não está entre nós, comeu umas 5 pelo quintal … não me lembro quais eram…

A minha única certeza hoje é que na sacola de meias perdidas, existem solitários pés, sem pares e que continuarão solitários… outros, ainda serão revelados, novamente formados!

Nem todos os mistérios são desvendados 

Onde é que tudo começa?

um trabalho que já não dá mais prazer, e não se sabe por que …

um vazio, ás vezes uma angústia inexplicável,

uma dúvida recorrente, uma relação que não acrescenta,

incerteza do propósito, um amigo que sumiu,

uma saudade,

uma dor … a dor nas costas, na lombar ou na cervical…

a dor emocional, a dor das quedas, a dor do fracasso, a dor da decepção, a dor que dói…

Onde é que isso tudo começou? Quando é que os pares se tornaram pé? E se você plantasse esses pés, solitários, em terra firme? O que nasceria deles? Que fruto colheria? Que árvore semearia?

Qual ideia? Qual invenção? Que vida terias? Quais conversas, atitudes? O que esse “novo”, regado,  lhe daria? Impactos? Haveria?

Entre versos, reversos, controvérsias, poemas, linhas e palavras, eu reinvento:

1 pé de meia, 1 par delas, e uma mente imaginativa. Uma viagem, uma forma de ver, sentir, de fazer, de agir, de planejar, de pedir, de trocar, compartilhar … quem sabe iniciar a semeadura?

Sempre, creio que nesse caso eu possa dizer – Sempre! Sempre haverá uma sacola de meias com pés solitários, muitos deles á espera de novamente formar o par. Lá ele estará: ora cheio e repleto, ora solitário, confiante. Algo poderá ser colocado, outros tantos, retirados. Já não serás mais o mesmo! Quem? Você! Sim, você!

1 par ou 1 pé?

Se então, você sentir, que perdeu-se de si. Acalma. Vai lá na sacolas de meias perdidas e atento, uma a uma, retome o que ficou perdido, engavetado, esquecido … por algum motivo, por alguma razão, porque você priorizou em outros setores. E agora, chegou o momento.

Não tenho como dizer. Mas estarás mais perto de quem és: o seu “eu” verdadeiro. Aquele que se arrisca a procurar, a começar, a meiar e a findar! Pronto novamente para A-COR-DAR naquilo que sua alma vem clamando, pulsando, procurando: novos pés de meias!

Silvana Girardi

Pessoas – Equipes – Empresas.

Desenvolvimento Pessoal e Profissional.

 

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